Estados Unidos é o maior comprador de café brasileiro

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Foto: Divulgação

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em seu relatório mensal dezembro de 2018, aponta os Estados Unidos como principal destino de exportação do café brasileiro, recebendo 6,2 milhões de sacas (17,6% das exportações totais em 2018).

Na sequência aparece a Alemanha, com 5,6 milhões de sacas (16%); e Itália, com 3,1 milhões de sacas exportadas (8,9%). Japão, com 2,4 milhões de sacas (6,8%); Bélgica, com 2,4 milhões de sacas (6,7%); Reino Unido, com 1,3 milhão de sacas (3,6%); Turquia, com 999 mil sacas (2,8%); Federação Russa, com 893 mil sacas (2,5%); Canadá, com 843 mil (2,4%); e França, com 779 mil (2,2%), completam a lista.

Exceto pela leve queda das exportações em relação a 2017 para a Federação Russa (-9,95%), todos os principais destinos registraram aumento na compra de café brasileiro, com destaque para o Reino Unido (98,6%), Bélgica (33,7%), Japão (13,2%), Itália (12,3%), Canadá (10,3%) e França (9,43%).

Cafés diferenciados

No ano civil de 2018, as exportações de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) corresponderam a 6,2 milhões de sacas, representando 17,7% do total de café embarcado no ano passado e crescimento de 21,3% em relação ao ano civil de 2017. A receita cambial dessa modalidade foi de US$ 1,12 bilhão no acumulado de 2018, correspondendo a 22,1% do total gerado com os valores da exportação de café. O preço médio dos cafés diferenciados ficou em US$ 180,55.

Os 10 maiores países importadores de cafés diferenciados representam 80,8% dos embarques com diferenciação. Os Estados Unidos são o país que mais recebe cafés diferenciados do Brasil, com 1,3 milhão de sacas exportadas, o que corresponde a 21% das exportações da modalidade. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 879 mil sacas exportadas (14,1%), seguida pela Bélgica, com 698 mil sacas (11,2%); Japão, com 594 mil sacas (9,5%); Itália, com 547 mil sacas (8,8%); Reino Unido, com 325 mil sacas (5,2%); Canadá, com 183 mil sacas (2,9%); Holanda, com 182 mil sacas (2,9%); Suécia, com 171 mil sacas (2,7%); e Espanha, com 142 mil sacas (2,3%).

Café verde para os países produtores 

A Colômbia se destacou como um dos compradores de café verde. Segundo Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, a Colômbia passa por uma dificuldade no mercado para produção e opta pelo café brasileiro para criação de blends. “De 1990 para cá, poucos países produtores cresceram como o Brasil e Vietnã. Colômbia se estabilizou e por isso compra do nosso café”, afirma Nelson. (Fonte: Café Point)

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