Café arábica sobe mais de mil pontos com geada e preocupação com a oferta do Brasil

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Foto: Divulgação

Frio intenso atingiu em cheio principais áreas do parque cafeeiro e safra 22 acumula mais problemas

As cotações do mercado futuro do café arábica sobem mais de 1000 pontos, o equivalente a mais de 7%, no pregão desta terça-feira (20) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O parque cafeeiro no Brasil foi atingido por fortes geadas nesta madrugada e o mercado responde às preocupações com a safra 22 de café.

Por volta das 12h07 (horário de Brasília), setembro/21 tinha alta de 1155 pontos, valendo 167,95 cents/lbp, dezembro/21 tinha valorização de 1145 pontos, valendo 170,85 cents/lbp, março/22 tinha alta de 1130 pontos, cotado a 173,05 cents/lbp e maio/22 tinha alta de 1130 pontos, valendo 174,20 cents/lbp.

Depois da severa seca, as preocupações com os impactos da geada dão suporte aos preços. Segundo produtores da maior área de produção do país, especialistas e analistas de mercado, o frio foi mais intenso do que era previsto e atingiu com geada intensa boa parte do parque cafeeiro.

Diferente da geada registrada na última semana de junho, o frio foi mais intenso, o que preocupa José Donizeti Alves, professor e pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que reforça que para saber o tamanho do estrago é preciso esperar mais alguns dias, mas destaca que a área atingida pelo evento climático dessa vez é mais extensa.

“Parece que a geada foi bem maior do que as previsões ontem falavam. Foi extenso, chegou até o Cerrado, pegou o sul de Minas e a Mogiana. Foi grande, agora o que significa em quebra de safra ainda é cedo para falar, mas pegou o café e foi maior do que as previsões falavam”, comenta Eduardo Carvalhaes.

Em Londres, o café tipo conilon acompanha e ganha mais de US$ 40 por tonelada. Setembro/21 tinha alta de US$ 42 por tonelada, valendo US$ 1774, novembro/21 subia US$ 45 por tonelada, valendo US$ 1778, janeiro/22 tinha valorização de US$ 48 por tonelada, cotado a US$ 1767 e março/22 tinha alta US$ 50 por tonelada, valendo US$ 1755. (Notícias Agrícolas)

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