Mamão alcança recorde no volume mensal exportado

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Mamão - Divulgação

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado no período foi de 4,93 mil toneladas

Apesar do cenário ainda adverso na logística aérea internacional – principal via de exportação do mamão –, devido à pandemia da covid-19, os embarques brasileiros desta fruta “decolaram” em março. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado no período foi de 4,93 mil toneladas, quantidade 17% superior à de fevereiro e a maior registrada para este mês na série histórica (desde 1997). Para a receita, em dólar, também houve bons resultados, somando US$ 5,1 milhões (FOB), 24% acima do de fevereiro e o segundo maior valor mensal da história.

Segundo exportadores consultados pelo Hortifruti/Cepea, isso ocorreu porque a taxa de câmbio deixou os preços mais atrativos ao mercado externo, pela boa qualidade do mamão nacional, além de a demanda internacional estar positiva no período, sobretudo por parte da Europa, principal destino da fruta brasileira. Destaca-se que o “velho continente” foi responsável por consumir cerca de 90% do volume total embarcado em março, sendo os principais países compradores Portugal (com 16%, na mesma comparação), Holanda (com 16%), Espanha (com 14%) e Alemanha (com 14%).

Para abril, exportadores acreditam que a maior oferta de frutas locais na Europa possa impactar no consumo de exóticas, como o mamão, e que os limitados voos internacionais ainda afetem o setor – vale lembrar que, com a diminuição de voos comerciais, os cargueiros têm sido utilizados como substituição, mesmo não sendo as opções ideais para carregamentos de produtos muito perecíveis. Porém, os embarques brasileiros podem continuar sendo beneficiados pelo câmbio favorável e pela boa demanda por frutas ricas em vitamina C, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

França – Assim como noticiado pela mídia, a França, 6ª maior compradora do mamão brasileiro em 2020, suspendeu todos os voos ao País, sem previsão de volta, devido à variante nacional da covid-19. (Hortifruti/Cepea)

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