​Preço referência de importação da borracha natural tem queda de 9,25% em abril

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Foto: Divulgação

O preço de ​referência da borracha importada pelo Brasil em abril teve uma queda de 9,25% em relação ao mês de março, de acordo com o índice de ​preço referência d​e importação do produto, ​elaborado pela parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ​e o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

No mês passado, o valor do quilo chegou a R$ 7,65, ante os R$ 8,43 divulgados em março.

“Essa queda pressiona as cotações internas, diminuindo ainda mais as margens do produtor, que já passa por dificuldades em função da drástica redução da demanda​ e dos preços do produto. Lembrando que ​esse valor uma referência para as negociações e não um preço definitivo”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Rogério Avellar.

Segundo a CNA, ​essa queda foi reflexo da baixa nos preços da borracha natural no mercado ​asiático, ​principal origem de nossas importações, devido à pandemia do coronavírus.

“Os grandes consumidores desse produto são as montadoras de automóveis e as pneumáticas e como esse mercado praticamente paralisou, refletiu imediatamente na queda dos preços”, ressaltou Avellar.

“E só não foi ​maior ainda no Brasil devido à desvalorização cambial do real em relação ao dólar. Com o​s patamares atuais do dólar, foi possível segurar um pouco essa queda, que poderia ser ​mais forte se tivéssemos com o câmbio de meses anteriores, por exemplo.”

O índice de ​preço referência ​de importação da borracha ​natural é divulgado mensalmente e foi desenvolvido pela Confederação e pelo IEA a partir da demanda de produtores rurais e da Câmara Setorial da​ Cadeia Produtiva da Borracha Natural do Ministério da Agricultura.

“Esse índice ajuda o produtor rural nas negociações ​de preços e contratos de comercialização. É um instrumento para ser usado pelo heveicultor, visando melhores margens na sua atividade e transparência nas relações com as indústrias”, disse o técnico da CNA. (CNA)

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