Recordes e proximidades: O impressionante avanço do café Conilon no mercado

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Foto: Divulgação

Em uma virada histórica para o mercado do café, o robusta, mais conhecido como café conilon, registrou preços sem precedentes, encostando no valor do tradicional arábica. Essa aproximação, destacada pelo Indicador Cepea/Esalq, revelou que no último 27 de março, o valor de fechamento para o café robusta tipo 6, peneira 13 acima, alcançou R$ 955,19 por saca de 60 kg. Esse preço não só é o mais alto registrado desde o início da série histórica do Cepea, em novembro de 2001, mas também estabelece um novo patamar quando ajustado pela inflação, utilizando o IGP-DI de fevereiro de 2024 como referência.

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O mês de março se destacou pela notável apreciação de 13,3%, equivalente a um acréscimo de 111,67 reais por saca, com uma média mensal de R$ 892,73. Esse valor mensal é 6% superior ao observado em fevereiro e expressivamente 38,1% acima do registrado em março do ano anterior, marcando outro recorde para o café robusta.

Este movimento de aproximação dos preços entre as variedades robusta e arábica é algo raro e notável no mercado. Como exemplo dessa tendência, o Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV) apontou que, enquanto a saca de arábica foi negociada a R$ 1.030 na última terça-feira (2), a de conilon alcançou o patamar de R$ 966.

A ascensão do café robusta é amplamente atribuída à crescente demanda internacional por essa variedade brasileira. Fatores como a diminuição da safra no Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, exacerbados por estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de uma queda de 12% na produção vietnamita comparada aos números de junho de 2023, têm incentivado compradores internacionais a se voltarem para o Brasil em busca do robusta.

Este fenômeno sublinha a dinâmica global do mercado de café, enfatizando o papel vital do Brasil não apenas como um líder em volume, mas também como um provedor confiável de café de alta qualidade, capaz de atender à demanda internacional em momentos de incerteza. (Redação Revista Procampo)

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