Tricampeonato e surpresas no 11º Prêmio Pio Corteletti

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Foto: Jonnathan August Berger

Afonso Cláudio, Castelo e Santa Teresa (ES) venceram as três categorias do concurso de cafés especiais da Coopeavi

Os cafés capixabas conquistaram as três primeiras colocações do 11º Prêmio Pio Corteletti, promovido pela Cooperativa Agropecuária Serrana (Coopeavi) entre produtores do Espírito Santo e Minas Gerais. O anúncio dos vencedores ocorreu na última sexta-feira (10), em cerimônia no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”, em Venda Nova do Imigrante.

Os destaques ficaram para os municípios de Castelo, Santa Teresa e Afonso Cláudio, respectivamente, nas três categorias do concurso de cafés especiais da cooperativa: Arábica Cereja Descascado, Conilon e Arábica Natural, esta última uma novidade da edição. Um total de R$ 30 mil em dinheiro foi dividido entre os três primeiros colocados de cada categoria, sendo R$ 5.000,00 para o campeão, R$ 3.000 para o vice e R$ 2.000 para o 3º lugar.

O cafeicultor Marcos Antonio Tomazini (Castelo) venceu na primeira categoria, conquistando o tricampeonato no concurso. “Qualidade já vem do pé e, depois, tem que ter um cuidado bom no terreiro, caprichar mesmo. Neste ano madurou meio desigual, mas valeu a pena. E agora vou gastar o dinheiro com a família”, declarou o tricampeão.

Além do produtor, Ormindo Francisco Nandorf (Santa Teresa) obteve o melhor resultado com conilon e Nilmar Treigel Okomiske Majeski (Afonso Claúdio) foi o campeão com Arábica Natural. Minas ficou com a 2ª colocação nesta última categoria com Felipe Alves da Silva, de São João do Manhuaçu, município que passou a ser atendido pela cooperativa em 2021.

Nandorf não escondeu a felicidade com o resultado. “Eu esperava o terceiro lugar, então foi uma surpresa. Mas a fezinha existia, a gente trabalha para isso. A conquista é resultado de muito trabalho e dedicação”, disse o campeão da Categoria Conilon.

Com patrocínio do Sicoob e do Sistema OCB/Sescoop, o Prêmio Pio Corteletti tem por objetivo identificar, incentivar e premiar os melhores cafés das espécies arábica e conilon produzidos no Espírito Santo e Minas Gerais como forma mais eficaz de conquista de novos mercados e atender à crescente demanda por produto com qualidade superior.

Foram declarados vencedores os cafés que obtiveram as maiores notas na Avaliação Sensorial. A título de reconhecimento por qualidade, os organizadores do concurso se propõem a comprar todos os lotes inscritos no concurso, pagando um ágio proporcional aos que atenderem os requisitos mínimos previstos no regulamento.

Confira os ganhadores

Categoria Arábica Natural

1º lugar- Nilmar Treigel Okomiske Majeski- Afonso Claúdio (ES) – 84,53 pontos

2º lugar- Felipe Alves da Silva- São João do Manhuaçu (MG) – 83,58 pontos

3º lugar- Fabiano da Silva Mageski- Afonso Claúdio (ES) – 83,2 pontos

Categoria Arábica Cereja Descascado (Arábica Lavado)

1º lugar- Marcos Antonio Tomazini- Castelo (ES)- 88,21 pontos

2º lugar- Edigar Brandt- Afonso Claúdio (ES)- 87,3 pontos

3º lugar- Jeremias Lietig Braga- Afonso Claúdio (ES)- 87,1 pontos

Categoria Conilon

1º lugar- Ormindo Francisco Nandorf- Santa Teresa (ES)- 86,41 pontos

2º lugar- Giovanio Cesar Sering- Itarana (ES)- 85,32 pontos

3º lugar- Artur Ludke- Afonso Claúdio (ES)- 84,47 pontos

Repasse de mais de R$ 270 mil em ágio para os cafeicultores

Durante a cerimônia de premiação do 11º Pio Corteletti, nesta sexta-feira (10), a Coopeavi surpreendeu os cooperados ao realizar um repasse inédito aos cafeicultores. A cooperativa destinou ágio de mais de R$ 270 mil aos produtores que comercializaram sacas acima de 84 pontos durante 2021.

Mais de 50 cafeicultores foram beneficiados com esse reconhecimento da Coopeavi aos associados que confiam na cooperativa para fazer seu café chegar aos compradores internacionais cada vez mais interessados na evolução da qualidade dos grãos e de vida dos produtores de especiais. Alguns cooperados ganharam até R$ 29 mil, dependendo do volume de café comercializado e da diferença entre o preço inicialmente pago pela cooperativa e o auferido por ela na exportação.

Segundo o gerente executivo de Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso, dentro do Projeto “Sustentabilidade de Verdade” (Real Sustainabiliy), que visa a rastreabilidade de cafés finos para o mercado estrangeiro, a exemplo dos Estados Unidos, Inglaterra e Australia, a ideia é trabalhar com a precificação aberta para garantir o máximo de transparência nas negociações.

“Nós trabalhamos na exportação de cafés finos com o máximo de transparência possível numa negociação. Atuamos com uma planilha de precificação aberta, na qual o cliente comprador sabe exatamente o valor que chegará para o produtor e o quanto esse valor representa em relação à sustentabilidade daquela família”, explica Giliarde.

Ainda de acordo com o gerente, com o repasse desses recursos, é possível ao cafeicultor investir na propriedade e, consequentemente, na melhoria dos cafés. “Compramos alguns cafés este ano sem saber se embarcariam a preço de mercado e conseguimos negociar com ágio. Devido a essa prática transparente, estamos fazendo o repasse desse ágio, um valor justo, ao produtor”.

O projeto é resultado do bom diálogo da Coopeavi com os principais compradores de cafés especiais e da sensibilização desses com quem produz dentro do arranjo: agricultura familiar e sustentabilidade.

Já há alguns anos, a Coopeavi vem fortalecendo o “direct trade” com seus clientes, que emitem notas aos cafés dos cooperados e pagam mais pela qualidade. “A intenção é crescer juntamente com os produtores. Mostrar como contribuem para que eles possam investir e se desenvolver ao longo dos anos na produção de cafés especiais”, conclui o gerente executivo de Café.

O presidente da cooperativa, Denilson Potratz, parabenizou os cafeicultores contemplados e reforçou o compromisso da Coopeavi com quem busca excelência na cafeicultura. “O repasse feito aqui mostra a seriedade e a preocupação da cooperativa com o setor e o reconhecimento do potencial dos cafeicultores, que entregam um produto que vai gerar sustentabilidade para suas famílias. Não desistam. A qualidade é um caminho sem volta. Para quem busca trabalhar com excelência, uma hora o resultado vem”, disse. (Comunicação Coopeavi)

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