Leite subiu 22% acima da média dos últimos cinco anos

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Foto: Divulgação

Segundo o documento em novembro pode acontecer uma reversão nos preços pagos aos produtores

A pandemia impactou o setor leiteiro de forma diferente em cada região. É o que aponta Centro de Inteligência do Leite, da Embrapa Gado de Leite. Segundo a carta de conjuntura do mês de outubro, especialistas acreditam que depois de um 2019 com baixo crescimento no setor, este ano deve ter taxas maiores, com os preços voltando à média dos últimos cinco anos, de US$ 0,30/litro.

No Brasil os preços ao produtor que, historicamente ficaram ao redor de 10% acima dos patamares internacionais, entre junho de 2019 a junho de 2020 inverteram de posição e os volumes importados registraram queda de 36% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado.

Entretanto, nos três últimos meses (julho a setembro), os preços apresentaram expressiva alta, chegando a R$ 2,13/litro em setembro, 59% acima da média observada entre 2015 a 2019. Mesmo com a desvalorização do real, as importações ficaram mais competitivas, resultando em um aumento de 66% nos volumes importados de julho a setembro em relação ao mesmo período de 2019.

No atacado, o preço do leite UHT veio subindo desde abril chegando em setembro em R$ 3,71/litro, 35% acima da média dos últimos cinco anos (R$ 2,76/litro). No varejo fechou setembro em R$ 4,36/litro, 22% acima da média dos últimos cinco anos (R$ 3,57/litro).

Segundo o documento em novembro pode acontecer uma reversão nos preços pagos aos produtores. O ponto de alerta é que este segmento deve conviver por mais algum tempo com preços do milho e farelo de soja bastante valorizados. Somente no decorrer deste mês de outubro, esses dois produtos já registraram aumentos de 20% a 25% em relação ao final de setembro e os valores negociados no mercado futuro indicam valorizações ainda maiores para os próximos meses.

O preço da mistura milho e farelo de soja (70%+30%), que nos últimos cinco anos ficou em R$ 0,91/kg (média), subiu 38% chegando a R$ 1,25/kg. Esta valorização foi puxada pelos aumentos de 52% no preço do milho e de 26% no do farelo de soja, em relação as médias históricas corrigidas pelo IPCA. A alimentação animal mais cara elevou os custos enfrentados pelos produtores, no entanto suas margens foram compensadas por uma valorização proporcionalmente maior dos preços recebidos pelo leite. (Agrolink)

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