Exportações do agronegócio do Brasil somam quase US$ 9 bi em agosto com soja e açúcar

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Foto: Divulgação

Alta de 7,8% ante igual período de 2019, impulsionadas pelo aumento de 16,5% no volume embarcado

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram 8,91 bilhões de dólares em agosto, alta de 7,8% ante igual período de 2019, impulsionadas pelo aumento de 16,5% no volume embarcado, com destaque para soja e açúcar, disse o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.

Com isso, o agronegócio representou mais de 50% das exportações totais do país no mês, conforme levantamento da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da pasta.

A receita de vendas externas, no entanto, apresenta desaceleração quando comparada aos 10 bilhões de dólares registrados em julho, quando a disponibilidade de soja para embarque era maior.

Em agosto, as exportações de soja em grão atingiram 2,21 bilhões de dólares, alta de 25,1% na variação anual, mas abaixo dos 3,61 bilhões obtidos em julho.

A China foi responsável pela aquisição de 75% da oleaginosa comercializada pelo Brasil em agosto, o que representou 1,65 bilhão de dólares.

No mercado de açúcar, com as quedas de produção na Índia e Tailândia na safra 2019/20, houve novas oportunidades para o Brasil aumentar as exportações do produto, que alcançaram em agosto 960 milhões de dólares, com incremento de 107%, disse o ministério.

A demanda chinesa por produtos do agronegócio brasileiro também explica o incremento registrado em agosto. Foram despachados para o país asiático 30% a mais que o registrado em 2019, totalizando 2,7 bilhões de dólares.

Já as importações de produtos agropecuários diminuíram de 1,10 bilhão de dólares em agosto de 2019 para 912 milhões no mês passado, o que significou um recuo de 17,3%. Desta forma, o saldo da balança comercial de agosto somou 7,1 bilhões de dólares.

Vendas antecipadas da safra de soja 20/21 do Brasil avançam para 46,7%, diz Datagro

A comercialização da nova safra brasileira de soja (2020/21), que começa a ser plantada neste mês, alcançou o recorde de 46,7% da produção esperada, alta de 5,1 pontos percentuais na variação mensal e acima dos 24,5% vistos um ano antes, estimou a consultoria Datagro nesta sexta-feira.

“A cada reação das cotações, que neste último mês se alternaram entre a CBOT, os prêmios e o câmbio, novos negócios foram acontecendo”, disse em nota o coordenador da Datagro Grãos, Flávio Roberto de França Jr.

Na mesma linha, as vendas de milho segunda safra 2019/20, cuja colheita está sendo finalizada, atingiram o maior patamar da série histórica em 76% da produção esperada, ante 69% no mês anterior.

A comercialização do cereal supera o recorde anterior visto em 2016, com 71%, e está levemente acima do mesmo período do ano passado, quando o país tinha 70% da produção vendida neste momento. As vendas do cereal também ficaram acima da média de cinco anos de 67%.

USDA reduz safras de soja e milho dos EUA com clima adverso em agosto

A produção de milho e soja dos Estados Unidos será menor do que o esperado anteriormente após o tempo seco em agosto e uma forte tempestade que danificou as safras no importante Estado produtor de Iowa, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

Em seu relatório mensal de estimativa de oferta e demanda agrícola mundial, o USDA previu a colheita de milho dos EUA em 14,9 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 178,5 bushels por acre.

A colheita da soja foi vista em 4,313 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 51,9 bushels por acre.

Isso se compara com previsões do governo de agosto de uma colheita de milho de 15,278 bilhões de bushels e um rendimento médio de 181,8 bushels por acre para o milho, e uma safra de soja de 4,425 bilhões de bushels, com um rendimento de 53,3 bushels por acre.

“Agosto foi um mês de extremos climáticos e desastres”, disse o USDA em relatório. “Também houve eventos em câmera lenta, como o agravamento da seca no Oeste e uma faixa no Meio-Oeste e no Nordeste apresentou déficits de chuva significativos”, acrescentou.

Apesar do ajuste, se confirmada, a projeção de produção de milho seria a mais alta de todos os tempos.

Também nesta sexta-feira, o USDA reduziu sua estimativa de estoques finais para 2020/21 em 150 milhões de bushels para 460 milhões de bushels para soja, e em 253 milhões de bushels para 2,503 bilhões de bushels de milho.

O órgão deixou sua perspectiva de exportações de soja para 2020/21 inalterada em 2,125 bilhões de bushels, apesar de uma série recente de compras pela China da oleaginosa americana.

No entanto, aumentou sua perspectiva de exportação de milho em 100 milhões de bushels, para 2,325 bilhões de bushels.

“Esses serão considerados relatórios amigáveis ​​e… deixam muito espaço para aumentos de demanda no futuro”, disse Charlie Sernatinger, diretor global de futuros de grãos da ED&F Man Capital.

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago saltaram para o nível mais alto desde junho de 2018, com analistas dizendo que o mercado foi sustentado por expectativas de que o governo aumentaria sua visão de exportação nos próximos meses. (Reuters)

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