São Mateus é reconhecida como capital estadual das especiarias

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Divulgação

Com uma longa história na produção de diversos tipos de especiarias e pioneiro na iniciação de novos cultivos, o município de São Mateus foi reconhecido por lei como a capital estadual das especiarias. A conquista, que veio valorizar e fortalecer a atuação da cidade nesse nicho, é resultado de uma articulação realizada pela Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (Coopbac).

O diretor administrativo da Coopbac, Erasmo Negris, conta que São Mateus possui uma forte relação com esse tipo de produto. Segundo ele, foi nessa localidade que se iniciou o cultivo da pimenta-do-reino e a domesticação da pimenta rosa (conhecida como aroeira). Além disso, o município também cultiva a macadâmia e já teve ensaios para o cultivo de cravo-da-índia, canela, cúrcuma, gengibre, entre outros.

“Todas essas especiarias formam um conjunto muito importante do agronegócio para a nossa região, seja de inclusão social ou seja de geração de emprego e renda, trazendo dignidade ao produtor rural. Diante desse contexto, nós idealizamos e apresentamos ao deputado Freitas um ofício para que fosse criado um Projeto de Lei no qual a cidade pudesse receber esse título”, contou Erasmo.

Erasmo Negris – Diretor administrativo da Coopbac. Foto: Arquivo Coopbac

O projeto de Lei nº 79/2020 foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales) e sancionado no dia 02 de junho deste ano pelo governador Renato Casagrande. “Para nós foi uma alegria e uma grande honra, porque quem ganha com essa conquista é todo aquele que está envolvido com a cadeia produtiva dessas especiarias”, destacou o diretor administrativo da Coopbac.

Além disso, Erasmo contou que o reconhecimento poderá ser utilizado de forma estratégica para a valorização local. “O título será importante para focarmos principalmente o turismo agrícola, rural e sustentável. Conciliado a isso, teremos as indicações geográficas da pimenta-do-reino, da pimenta rosa e do café conilon, que já estão sendo trabalhadas e em breve estarão reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o programa de produção integrada que está sendo desenvolvido com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Logo esse conjunto trará muitos benefícios para todos”, completou. (Comunicação OCB-ES)

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