BSCA recebe grupo de torrefadores no Caparaó

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Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) lançou, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), no começo do ano, o “Programa Destaque BSCA Micro Region Showcase”, ação do projeto “Brazil. The Coffee Nation”. O objetivo da ação é apresentar o movimento dos cafés especiais no Brasil a compradores internacionais, a fim de valorizar e promover o produto.

O programa trouxe 22 jovens e expoentes torrefadores e três profissionais da imprensa especializada mundial, de países da Europa, América do Norte e Ásia, os quais contribuem para o crescimento dos cafés especiais brasileiros, alavancando o mercado através de novos players e, consequentemente, contribuindo para a própria evolução desses jovens empreendedores em suas localidades.

O grupo conheceu a produção dos cafés especiais na região do Caparaó e encantaram-se com o processo produtivo, adquirindo 20 nanolotes de “cafés butique”, de colheita tardia, por valores entre US$ 15 e US$ 54 por libra-peso, o que equivale a preços de R$ 7.402 a R$ 26.648 por uma saca de 60 kg.

No dia 21 de fevereiro ocorreu um leilão presencial no município de Alto Caparaó (MG). Os maiores valores pagos a esses nanolotes, de US$ 53 e US$ 54 por libra-peso, foram, respectivamente, para cafés cultivados pelos jovens produtores Luana Augusto Sodre de Paula, em Alto Jequitiba (MG), região do Caparaó, e Eduardo Daniel da Silva, em Cristina (MG), na Indicação de Procedência da Mantiqueira de Minas Gerais, ambos na casa dos 20 anos.

O representante da empresa Sparrow Coffee, dos Estados Unidos, Chris Chacko, além de destacar a excelência dos cafés butiques que conheceram na região do Caparaó, destacou que os preços pagos é uma mensagem de apoio aos jovens cafeicultores brasileiros, para que continuem focados na produção de café especial.

Vanusia Nogueira, diretora da BSCA, afirma que o programa atingiu a meta que era de vender uma história, a região, o produto e um produtor. “Os produtores mais jovens do grupo entregaram cafés excepcionais e receberam a mensagem e o incentivo dos compradores internacionais para que continuem nesse caminho. Abrimos novas portas com o projeto, estreitamos relacionamentos e ainda disponibilizamos algumas quantias de cafés butique para que esses compradores testem seus mercados com grãos brasileiros de muito fina qualidade”, completa.

O Programa, que terminou no domingo, 24, também envolveu visitas a cafeterias de São Paulo e Rio de Janeiro, para expor aos importadores o movimento dos cafés especiais do Brasil até a ponta do consumidor final. “Nosso objetivo foi mostrar que estamos evoluindo muito em termo de consumo e evidenciar que temos alternativas de cafés especiais no Brasil, não enviando tudo para fora”, conta Vanusia. (CaféPoint)

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