Longos períodos de seca, qual a consequência?

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Cafezal arrasado pela seca de 2017 no município capixaba de Jaguaré. Foto: Bruno Motta/Revista Procampo

Este ano, em algumas regiões cafeeiras como o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia, têm sido registrados longos períodos sem chuva seguidos por precipitações. Este fenômeno interfere diretamente no crescimento da lavoura e dos frutos do café, uma vez que estimula o processo de florada nas plantas.

Segundo Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a florada fora de época resulta em uma maturação desuniforme, impactando negativamente na qualidade dos grãos. Em resultado disso, os frutos menores influenciam diretamente no rendimento da colheita. Para ele, este problema será frequente na safra atual.

Além da má maturação, o déficit hídrico também pode resultar em outros problemas de formação do café, como a queda prematura dos chumbinhos e o aparecimento de frutos chochos e mal granados. Estes problemas também podem ser causados por fatores como deficiência nutricional e incidência de doenças.

Consequências da maturação desuniforme

De acordo com as informações do Manual do Café – Colheita e Preparo, da Emater-MG, quando se realiza a  colheita com grande quantidade de grãos verdes, ocorrem perdas qualitativas por conta de alterações no tipo, bebida, sabor e aroma. A presença de frutos verdes acarreta também em prejuízos quantitativos.

Os frutos em fase “passa” ficam mais sujeitos à ação de microrganismos responsáveis pela fermentação, com produção de álcoois e ácidos que poderão interferir de forma negativa na qualidade, caso estas fermentações ocorram de forma incontrolável e prolongada. (CaféPoint)

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