Frente Parlamentar da Agropecuária reage contra queda de antidumping do leite

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Foto: Divulgação

Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiram contra a suspensão da taxa de antidumping para o leite da União Europeia e da Nova Zelândia, publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (6).

O coordenador de Política Agrícola da bancada, deputado Pedro Lupion (DEM-PR), protocolou requerimento de informação do Ministério da Economia sobre a questão.

O parlamentar afirma que a medida gera insegurança ao setor produtivo de leite. “A taxa era aplicada desde 2001, como forma de proteger o mercado nacional da concorrência desleal dos produtos importados. Falei com a ministra Tereza Cristina, que também está surpresa com a decisão. Vamos procurar o governo para entender os motivos”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES), coordenador institucional da FPA, destacou que o pecuarista da Nova Zelândia tem cobertura de telefone celular e estradas asfaltadas em 100% do seu território, além de um sistema de segurança pública superior ao nosso e condições econômicas adequadas para ter a produtividade do seu leite ao extremo.

“Além das nossas fronteiras estarem escancaradas a esse leite que vem de forma irresponsável para o nosso país, compete com desigualdade. Não sou contrário por termos nossas fronteiras abertas, mas primeiro é preciso que as oportunidades da ciência e tecnologia, da infraestrutura e que as nossas cooperativas e empresas de leite tenham condições tributárias decentes”, criticou Evair.

Para Sérgio Souza (MDB-PR), vice-presidente da região Sul da FPA, o leite tem importância significativa para o Brasil, que é o 4º maior produtor do mundo, e ao Paraná que é o segundo maior produtor do Brasil. “A disposição governamental de não renovar as tarifas antidumping com certeza afetarão milhões de propriedades rurais especializadas na produção de leite, ocasionando uma crise no setor”, explicou.

“Não é só mantendo um bom preço que dá segurança econômica ao produtor rural, mas é também uma cadeia que envolve o transporte; no caso do leite, o laticínio, a indústria, o supermercado. O custo de produção do Brasil é extremamente caro.

Não é permitida a importação de um equipamento mais barato que venha de fora do Brasil; mas é permitido se trazer o leite. Há todo um trabalho que nós estamos fazendo por meio da FPA, na Comissão de Agricultura, a partir de mecanismos de associação de produtores rurais”, informou o deputado.

O deputado Zé Mário (DEM-GO) também utilizou as redes sociais para dizer que “está em busca de soluções para garantir a competitividade e a segurança aos produtores de leite e para a sociedade brasileira”.

Em nota oficial, o presidente eleito da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a bancada já estuda alternativas com o objetivo de minimizar os impactos da suspensão da taxa de antidumping para o leite. O tema será a principal pauta da reunião da FPA na próxima terça-feira (12). Moreira afirma ainda que as consequências podem ser intransponíveis para o setor. (Notícias Agrícolas)

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