Itália se torna novo mercado dos cafés especiais da Coopeavi

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Família Brioschi, cooperados da Coopeavi. Foto: Leandro Fidelis

País conhecido pelo consumo de café descobre a terceira onda e cooperativa aproveita oportunidade para comercializar grãos com valor agregado dos produtores

A Itália sempre foi um consumidor de café conhecido mundialmente. Tradicionais até na hora de tomarem a bebida (o expresso ainda é o carro-chefe das cafeterias), só mais recentemente os italianos se abriram para métodos inovadores de torra e filtragem e valorização das origens, que caracterizam a terceira onda da cafeicultura.

De olho nisso, a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), com sede em Santa Maria de Jetibá (ES), estreitou a relação com o país europeu, fomentando mercado para os cafés especiais dos produtores das montanhas capixabas.

Microlotes de café verde, todos identificados com sistema de rastreabilidade, estão indo em contêineres para a Itália conforme a demanda de compradores, dentre microtorrefadores e donos de cafeterias já conectados com as novidades no preparo da bebida e também com os consumidores em busca de novas experiências na xícara.

A agregação de valor para as sacas dos produtores é o principal objetivo da Coopeavi. No laboratório da filial da cooperativa em Venda Nova do Imigrante, a “Pronova Coffee Stories”, técnicos identificam perfis diferenciados de acordo com o gosto dos clientes italianos.

A seleção já beneficiou cafeicultores como Gilberto Brioschi, de Venda Nova, e José Leandro Romão, de Castelo, mas a alta qualidade verificada em outras amostras pode favorecer outros cooperados em futuras vendas.

Ponte

O italiano Michele Carisi é um porta-voz dos cafés da Coopeavi na Itália. Além de sabores exóticos, o proprietário da “Caffettin” (microtorrefadora e cafeteria), em Treviso, privilegia conhecer a história dos cafeicultores ao fechar negócios com a Coopeavi.

Italianos no laboratório Pronova/Coopeavi. Foto: Leandro Fidelis

“Não podia delegar meu projeto simplesmente a uma operação de máquina. Procuro contar aos meus clientes a história por trás dos grãos, mostrar a imensidade do trabalho dos produtores e sua complexidade cultural. É importante também que o café seja produzido por pequenos produtores, de preferência unidos em uma cooperativa”, afirma Carisi.

O interesse dos italianos pelos cafés da Coopeavi só cresce. No último dia 21 de setembro, uma comitiva da Itália visitou a sede da cooperativa, em Santa Maria, e localidades produtoras em Vila Valério e Venda Nova e em Caratinga (MG). O grupo foi formado por clientes e potenciais compradores dos cafés especiais da Coopeavi. (Fonte: Comunicação Coopeavi)

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