Produção de café conilon aumenta na safra 2018/2019

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Foto: Divulgação

O 3° Levantamento da Safra de Café de 2018 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produtividade do café arábica nesta safra 2018/2019 atingirá 30,74 sacas por hectare e o café conilon, 38,01 sacas por hectare, número que representa novo recorde histórico das lavouras de café do nosso País.

Do volume previsto para a safra, a produção de arábica corresponderá a 76,7%, ou seja, 45,94 milhões de sacas e a de conilon a 13,96 milhões de sacas (23,3%).

A Conab atribui o crescimento da produtividade ao ciclo de alta bienalidade (sobretudo em lavouras da espécie arábica), às condições climáticas favoráveis e à utilização de tecnologias, tais como de irrigação, adubação e poda, inclusive pela renovação de parte do parque cafeeiro com cultivares (variedades) mais produtivas. Nesse sentido, vale destacar o esforço do cafeicultor para atualizar seu sistema de cultivo e a contribuição da pesquisa cafeeira, que disponibiliza tecnologias para a cafeicultura.

O levantamento permite verificar a recuperação da produção do café conilon, que teve reduções nas safras dos anos de 2015, 2016 e 2017, atribuídas principalmente a adversidades climáticas no Espírito Santo, maior estado produtor de café conilon. A estimativa do volume de produção de conilon no Brasil em 2018 (13,96 milhões de sacas) ultrapassou o volume produzido em 2014, o qual foi 13,04 milhões de sacas.

Além disso, ainda com relação ao desempenho do café conilon, vale ressaltar que em 2014 a área de produção de café conilon era de 441,28 mil hectares e a produtividade, 29,54 sacas por hectare. Neste ano de 2018, a área em produção de café conilon é de 367,49 mil hectares, com produtividade de 38 sacas por hectare. Portanto, com base nesses dados, conclui-se que houve redução de 16,72% da área de café conilon com aumento de 28,63% de produtividade dessa espécie de café. O aumento ocorreu principalmente em Rondônia, Bahia e Espírito Santo, que incrementaram a produtividade em 80%, 79% e 8%, respectivamente, nesse período de análise. (Fonte: Embrapa Café)

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